Domingo, 21 de Setembro de 2014
   
Fonte +/-

Busca no site

PENA DE MORTE

altNos últimos dias, a necessidade da pena de morte vem sendo questionada com frequência nas redes sociais. Fato, motivado pelo assassinato de dois jovens universitários ocorrido recentemente.

  Durante todo o tempo que ocupei uma cadeira no curso de Direito, fui um ferrenho defensor da aplicação da pena de morte no Brasil, com regime de urgência.

Em trabalhos, discussões e debates,...
lá estava eu, levantando a voz e dizendo: ' bandido bom, é bandido morto ´.

 Muitos colegas compartilhavam do meu ponto de vista. Confesso que meu ego era massageado, cada vez que eu recebia um elogio por defender a pena de morte. De alguma forma, eu sabia que estava influenciando alguém.

 Quando alguma pessoa dizia que não concordava com a minha opinião, eu tinha uma pergunta na ponta da agulha, ou melhor, na ponta da língua: "E se fosse seu filho?". Aquele era meu tiro de misericórdia, meus oponentes murchavam.

 Já se passaram um bom tempo e novamente me vejo na necessidade de expor minha opinião sobre o assunto. Sim, eu continuo com a mesma ideia na cabeça, meu pensamento continua sendo o mesmo, "bandido bom, é bandido morto".

 Mas, uma coisa mudou. Não quero influenciar ninguém. Não levanto mais essa bandeira para arrecadar simpatizantes. Só por ser meu ponto de vista, não quer dizer que eu esteja certo.

 Não quero ter nas mãos a responsabilidade de decidir se alguém deve morrer.

 Não me considero capaz e nem a altura de julgar alguém a morte, mesmo que esse alguém seja um bando de assassinos cruéis, bárbaros e desumanos.

 Talvez, essa tarefa cabe melhor a Deus.

Enquete

Qual instituição de ensino particular da sua preferência?

Login Form